mundo do crime

Operação prende assaltantes que se passavam por policiais civis

Três pessoas foram detidas e uma morreu durante resistência
Por MP-AL 21/02/2018 - 10:27

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Foto: Assessoria
Foto: Assessoria

Foram oito meses de investigação até o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), e a Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), da Polícia Civil, desbaratarem uma quadrilha especializada em grandes assaltos a banco, roubo a residências entre outros. 

A ação integrada com policiais da Radiopatrulha, do Tático Integrado de Grupo de Resgates Especiais (Tigre), da Delegacia Antissequestro, apoio do Falcão 4, do Grupamento Aéreo da Segurança Pública, ocorreu na manhã desta quarta-feira (21), em Maceió, na Região Metropolitana e em Joaquim Gomes. Três pessoas foram presas e uma veio a óbito durante resistência. Armas, munições, outros materiais e motocicletas foram apreendidos e produtos de roubo recuperados. Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

A quadrilha, identificada como de alta periculosidade, costumava se travestir de policiais civis, inclusive usando distintivo para facilitar o acesso aos alvos. Uma das atuações do grupo criminoso ocorreu em junho do ano passado, quando seus integrantes invadiram uma residência no condomínio Murilopólis, na Serraria. 

Na ocasião, o grupo criminoso utilizou uma Amarok, de cor branca, de placa ORE-9436 (clonada) e foi truculento espancando e ameaçando a vítima. Do assalto foi levado o valor de R$ 9 mil, quando pretendiam lucrar R$ 500 mil, após informação repassada por um amigo da família, além de 41 relógios de grandes marcas dos quais 21 foram recuperados durante os cumprimentos de mandados nesta manhã.

Dos seis integrantes, três foram presos: José Adelson Ferreira de Melo e José Humberto Bezerra (em Joaquim Gomes) e Vanildo Luis de Oliveira, conhecido como “marreta”, em Maceió, sendo este último apontado como autor intelectual do crime. Vale ressaltar que esse grupo era comandado por Moisés José de Almeida, foragido do sistema prisional alagoano e preso no estado de Sergipe.

Na ação delituosa David de Souza Xavier, vulgo Deivinho do Pilar, que entrou em óbito após trocar tiros com a polícia, desceu do carro e se apresentou como falso policial civil, para assegurar o acesso à residência. O resto do bando foi identificado como Rosevaldo Pedrosa de Albuquerque Júnior, vulgo Cara de Jaca, foragido; Diego César Santos de Lima, vulgo Diego Gordinho da Beira da Lagoa, que já se encontrava preso em Pernambuco, acompanhado de um irmão, por roubo de veículo, teve o mandado de prisão cumprido naquele estado por participação na Orcrim.

Já Joel Antônio do Nascimento Filho, vulgo Jota de Caruaru (foragido) já tinha cinco mandados de prisão por Pernambuco, teve mais um pedido e expedido por integrar o referido grupo criminoso e participar da ação. Todos foram reconhecidos pelas vítimas. Dando apoio ao grupo também foi identificado um taxista.

Material apreendido

Durante a operação, os policiais apreenderam duas motocicletas de placas NMO-9263/AL e QKS-6143/AL, também um RG falso em nome de Leandro Domingos Santos, uma balaclava, um revólver, dois carregadores de pistola calibre 380 municiados, um carregador de pistola 9mm, algumas munições para revólver de calibre 38 e uma de calibre 762 para fuzil, todo material de posse de “Deivinho”.

Em Joaquim Gomes, com os dois presos foram encontrados um revólver de calibre 38, uma espingarda, munições, rádios amadores e uma luneta para fuzil. Os presos e todo material foram levados para a sede da Deic, onde foram feitos os flagrantes.


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